Bem estar físico e satisfação pessoal têm influência no culto ao corpo

Dietas, plásticas e tatuagens são ferramentas de construção da imagem.
Sorocabanos contam como fizeram para atingir aparência desejada.

A busca pela aparência que melhor define a identidade de cada um é talvez a característica mais marcante do chamado culto ao corpo. Malhação, dietas de diversos tipos, intervenções cirúrgicas e sessões de estética corporal são as maneiras mais comuns de se atingir esse objetivo.

Porém, estar dentro dos ‘padrões exigidos’ pela sociedade não é o único incentivo para se ter um corpo em dia com a balança e com a própria mente. O bem estar físico e a satisfação pessoal também influenciam – e muito – para manter a aparência desejada e, assim, atingir uma identidade marcante.

Saúde

O administrador Felipe Pucci tem 24 anos e frequenta a academia há dez. Para complementar, ele ainda segue uma dieta rígida, livre de açúcar, alimentos fritos ou industrializados, fast-food e bebidas alcoólicas. Carboidratos, somente integrais e carnes, apenas assadas, cozidas ou grelhadas. Tudo isso para manter o corpo impecavelmente moldado pelos anos de exercícios físicos.

No entanto, o que começou devido à preocupação com a estética virou necessidade básica no cotidiano do jovem. “Conforme fui mudando alguns hábitos, principalmente os alimentares, fui percebendo uma melhora no bem estar, no humor e na saúde em geral. Agora, isso já faz parte do meu dia a dia”, diz.

O cardápio foi sugerido por profissionais e, segundo a nutricionista Rafaela Fernandes, é extremamente benéfico à saúde. “A pessoa que segue uma alimentação como essa tem muito menos chances de desenvolver uma doença crônica e até mesmo um câncer do que as pessoas que se alimentam de maneira desregrada”, relata.

Vaidade
Várias cirurgias plásticas e inúmeras sessões de estética corporal, além de malhação e dietas de todos os tipos. Para a designer Alessandra Más, não há limites na busca pelo corpo perfeito. Tudo começou quando ela foi convidada para ser madrinha de um casamento. Depois de eleger o vestido, Alessandra achou que ficaria melhor no modelito se fizesse uma mamoplastia e acabou colocando uma prótese de 300 ml de silicone nos seios. Depois disso, não parou mais.

Sem limites, a cirurgia plástica pode deixar de ser estética e se tornar reparadora”
Dr. Ricardo Proto cirurgião plástico

Foram duas lipoaspirações, uma gluteoplastia, uma rinoplastia, uma prótese de queixo e uma mastopexia. “Eu não pensava em fazer tudo isso quando eu comecei, mas, após a primeira, me empolguei. Tenho uma recuperação excelente e isso incentiva”, conta. A próxima intervenção deve ser a troca das próteses mamárias. “Enjoei dos peitões. Vou trocar por uma de 220 ml”, afirma.

Para o cirurgião plástico Ricardo Proto, a realização de diversas cirurgias não chega a prejudicar a saúde, mas o paciente deve tomar uma série de cuidados. O primeiro deles é se certificar de que o médico faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas. A informação pode ser consultada no site do órgão.

Além disso, é importante fazer um intervalo entre uma intervenção e outra. A realização de inúmeras intervenções no mesmo procedimento não é recomendada. “Nunca se deve fazer tudo de uma vez. Os procedimentos muito longos podem causar trombose venosa profunda e consequente tromboembolismo pulmonar “, explica Proto.

Apesar de não serem prejudiciais se bem executadas, o excesso de intervenções pode causar alterações anatômicas irreversíveis. “Quem deve impor o limite é o próprio cirurgião. Caso contrário, a cirurgia pode deixar de ser estética e se tornar reparadora”, diz o médico.

Arte
Talvez a mais marcante forma de expressão por meio do corpo é a tatuagem. E, nesse assunto, o ídolo da Liga Sorocabana de Basquete Kenny Dawkins é especialista. O jogador tem 15 tattoos espalhadas pelo corpo: quatro no braço direito, quatro no braço esquerdo, quatro no peito, duas no pescoço e uma nas costas.

Kenny Dawkins tem 15 tatuagens espalhadas pelo corpo (Foto: Marianna Barreto)
Kenny Dawkins tem 15 tatuagens espalhadas pelo
corpo (Foto: Marianna Barreto)

“Todas têm algum significado na minha história”, afirma Kenny. A favorita é o nome do avô estampado no pescoço. “Ele foi uma parte muito importante da minha vida e me inspirou a jogar basquete”, revela.

O jogador nunca teve problemas com as tatuagens e diz não ter vontade de remover nenhuma delas. Porém, o desenho deve ser bem pensado para não gerar arrependimentos. A dermatologista Beatriz Rocco ainda alerta para as cores usadas na arte. “O laser remove bem o preto, o azul e o verde, mas as cores quentes, como amarelo e vermelho, dificilmente saem”, explica.

Além de ser um processo caro e doloroso, ainda são necessárias de cinco a dez sessões para remover a tatuagem. Mesmo assim, ainda é possível que reste uma sombra do desenho no local.

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